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3.3 Processo de Aconselhamento

Embora as decisões dentro das responsabilidades e domínio de um papel não requeiram validação, espera-se que especialistas e pessoas afetadas sejam envolvidos.

Muitas decisões são tomadas no escopo de responsabilidades e domínio de um papel, sem requerer decisões de governança. Porém, para decisões mais difíceis, é útil consultar todos que serão significativamente afetados, e pessoas com experiência no assunto.



Os detalhes


O Processo de Aconselhamento consiste nas seguintes etapas:

  • Alguém percebe uma tensão e toma a iniciativa ou alerta alguém mais bem colocado para isso (por exemplo, que tem em sua responsabilidades e/ou domínio) tomar aquele tipo de decisão).
  • Antes de uma proposta de solução, o tomador de decisão pode buscar opiniões para avaliar as perspectivas antes de propor uma ação.
  • O tomador de decisão faz uma proposta e busca conselho dos afetados ou daqueles com experiência.
  • Levando em conta esse conselho, o tomador de decisão decide sobre uma ação e informa aqueles que deram conselhos.
Os conselhos recebidos devem ser levados em consideração. O ponto não é criar um compromisso diluído que acomoda os desejos de todos. Trata-se de acessar a sabedoria coletiva em busca de uma decisão sólida. Com todos os conselhos e perspectivas que o tomador de decisões recebeu, ele escolhe o que acredita ser o melhor curso de ação.

Conselhos são simplesmente conselhos. Nenhum colega, seja qual for a sua importância, pode dizer ao decisor o que decidir. Geralmente, o tomador de decisão é a pessoa que primeiro notou o problema ou a pessoa mais afetada por ele.

Caso o tomador de decisão conclua que que a decisão a ser tomada afeta estruturalmente o círculo, a tensão pode ser registrada no Backlog como uma tensão de governança, e a pessoa que conduziu o processo de aconselhamento pode utilizar os aprendizados que teve para criar uma Proposta de Governança.

Benefícios do Processo de Aconselhamento

Quatro elementos importantes são fundamentais a considerar para utilizar o Processo de Aconselhamento no dia a dia de atuação no papel:
  • Comunidade: une as pessoas, cujo conselho é procurado na questão sendo decidida. Eles aprendem sobre o assunto. O compartilhamento de informações reforça o sentimento de comunidade. A pessoa cujo conselho é procurado sente-se honrada e necessária.
  • Humildade: pedir conselhos é um ato de humildade, que é uma das características mais importantes de um ambiente de trabalho divertido. O ato sozinho diz: "Eu preciso de você". O tomador de decisão e o consultor são empurrados para um relacionamento mais próximo, o que torna quase impossível para o tomador de decisão ignorar o conselho.
  • Aprendizagem: tomar decisões é a educação no trabalho. O conselho vem de pessoas que entendem a situação e se importam com o resultado. Nenhuma outra forma de educação ou treinamento pode corresponder a essa experiência em tempo real.
  • Melhores decisões: as chances de alcançar a melhor decisão são maiores do que nas abordagens autoritárias. O decisor tem a vantagem de estar mais próximo da questão e tem que viver com responsabilidade pelas consequências da decisão. O aconselhamento fornece informações diversas, revelando questões importantes e novas perspectivas.

Formas de utilização


O Processo de Aconselhamento pode ser feito de diversas formas. Como ele envolve a tomada de conselhos daqueles afetados por uma decisão, segue-se naturalmente que quanto maior a decisão, maior a rede precisa ser envolvida - incluindo, por exemplo, papéis como CEOs das empresas ou o ConselhoPara decisões menores, naturalmente pode não haver necessidade de procurar aconselhamento. 


O tomador de decisão pode utilizar diversas ferramentas para alcançar a quantidade de pessoas que precisam. Algumas opções, entre outras, podem ser:

  • Conversar pessoalmente com cada pessoa
  • Enviar mensagens individuais no Slack (provavelmente para respostas mais curtas) ou e-mail (para mensagens mais longas)
  • Fazer reuniões com grupos de envolvidos ou especialistas no tema da decisão
  • Fazer um formulário e enviar para os envolvidos, para coletar informações em formato mais específico
Cabe ao tomador de decisão processar as respostas que receber e, a partir delas, tomar a decisão que julgar mais sábia.