5. Eureca

Círculo-empresa, com propósito de criar uma transição suave entre estudos e o mercado de trabalho, principalmente para as pessoas que mais precisam.

Tensão

O mundo vive uma crise moral e ética, o capitalismo está em uma verdadeira encruzilhada e os desafios sociais e ambientais estão cada vez maiores e mais complexos.  Precisamos de uma nova geração de líderes conscientes no mundo e, em tempos de bônus demográfico global, com especial recorte no Brasil, a Eureca pode contribuir ativamente com a formação dessa nova geração de líderes para que empreendam suas jornadas de maneira a aproveitar o máximo de seu potencial com consciência e integridade. A Eureca! vai empoderar a juventude que vai empreender as transformações que o mundo precisa!

Coordenadora 

Carolina Utimura

Visão de sucesso

Democratizar o acesso à oportunidades  de  desenvolvimento para jovens, facilitando sua entrada no mercado de trabalho.

Domínio
  • Definição de proposta de trabalho e público alvo
  • Criação de novos produtos
  • Entrega de projetos de empoderamento da juventude quatro frentes: open innovation, educação e seleção, programas de desenvolvimento e youth branding
  • Decidir pela alocação de recursos próprios para a operação (orçamento)
  • Movimentação de recursos financeiros (entradas e saídas) advindos da operação
  • Recrutamento, seleção e desligamento de membros do círculo
  • Definição, criação e revisão de papéis dentro do círculo

Qual é a dor que escolhemos resolver no mundo:

De acordo com o Relatório Mundial da Juventude de 2018 da ONU existem cerca de 1,2 bilhão de jovens (15 a 24 anos) em todo mundo. Representando 16% da população global, esse grupo de pessoas apresenta diferentes necessidades dependendo do contexto onde nascem e crescem. Contudo, há duas pautas transversais que acompanham esses jovens em qualquer lugar: educação e acesso ao mercado de trabalho.


De toda essa população jovem, mais de 70 milhões estão desempregados e outros 160 milhões vivem na zona de pobreza, segundo o mesmo relatório. Esse cenário traz não só desafios sociais e econômicos a serem enfrentados, mas, também é visto como um embrião de instabilidade política - algo que observamos, recentemente, em países como Líbano e Chile, por exemplo.


O desafio da educação, considerado por muitos a causa-raiz do alto desemprego que aflige essa parcela da população se dá, principalmente, por duas principais razões: (1) falta de acesso à escolas e universidades; e (2) baixa qualidade de ensino, principalmente para pessoas de baixa e média renda. 


Em um mundo globalizado e em constante evolução, a educação é um dos principais meios de integração de jovens ao mercado de trabalho. Contudo, o não-acesso e a baixa qualidade de ensino, faz com parte dessa população jovem recorra ao empreendedorismo pela necessidade (diferentemente do empreendedorismo pela oportunidade, mundialmente reconhecido pelos cases de sucesso). 


No Brasil, esse cenário ganha ingredientes ainda mais específicos. De acordo com Banco Mundial os fatores que influenciam a deficiência na formação para o mercado de trabalho aos jovens brasileiros estão ligados à violência, analfabetismo e diferença de escolaridade - gerando desinteresse na pauta de educação.


Em 2015, segundo dados do próprio Banco Mundial, apenas 38% dos jovens brasileiros estavam na série correta. Além disso, naquele ano o Brasil possuía apenas 43% das pessoas com Ensino Médio completo.


Toda essa sucessão de fatores leva ao que chamamos de abismo educacional: desigualdades mais acentuadas a cada ano, seja pelo desengajamento econômico (nome dado ao processo em que as pessoas deixam de acumular capital humano) ou pela falta de acesso à boas oportunidades, acarretando em um grande gargalo para o progresso dessas pessoas na economia brasileira.


Apesar do maior acesso à educação, principalmente a partir de 2000 com programas governamentais, isso não se refletiu em ganhos de produtividade para a economia do país de maneira significativa. Isso demonstra, entre outras coisas, a necessidade de contemporização do sistema educacional frente às novas realidades de mercado, altamente influenciadas pelas novas tecnologias.


É fato, portanto, que a população jovem, por sua baixa capacitação e experiência, é uma das que sofre um grande impacto em momentos de crises econômicas. Sendo este um movimento cíclico, jovens - não só no Brasil, buscam alternativas nos chamados trabalhos informais, que não oferecem segurança jurídica, benefícios formais e previsibilidade de renda. Essa situação se concentra em mulheres; negros/pardos; refugiados; e, no Brasil, nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.


Esses elementos trazem instabilidade financeira para essas pessoas e suas respectivas famílias, influenciando o planejamento futuro de muitas vidas, tendo impacto direto no sistema previdenciário, por exemplo.


Em nossa visão, portanto, o acesso ao mercado de trabalho passa, em grande parte, pela capacidade de dar acesso e melhorar a formação educacional de jovens no país. Ao mesmo tempo, a educação precisa garantir uma transição suave para o mundo do trabalho (educação pró-empregabilidade). O que hoje, segundo dados da ONU, leva-se 14 meses para um jovem que termina seus estudos para encontrar um trabalho estável, acarreta consequências extremamente desafiadoras na vida profissional e pessoal desses jovens. 


Compreendendo, por fim, todo esse contexto macro e o impacto que essa pauta possui na vida das pessoas envolvidas e também a grandiosidade desse desafio para um bom ambiente de negócio e de prosperidade, a Eureca assume a responsabilidade de trabalhar, por meio de seus serviços, pela criação de uma transição suave entre estudos e o mercado de trabalho, principalmente para as pessoas que mais precisam. 


ODSs ligados à Eureca:

  • ODS 4: Educação de qualidade

Assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos.


Item 4.4: Até 2030, aumentar substancialmente o número de jovens e adultos que tenham habilidades relevantes, inclusive competências técnicas e profissionais, para emprego, trabalho decente e empreendedorismo


  • ODS 8: Trabalho decente e crescimento econômico

Promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável emprego pleno e produtivo e trabalho decente para todas e todos.


            Item 8.6: Até 2030, reduzir substancialmente a proporção de jovens sem emprego, educação ou formação

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Douglas Souza,
12 de fev. de 2020 11:39